Meu amigo @lotandre me enviou esse texto, de sua autoria. Achei de bom tom divulgá-lo. Leiam aí e comentem!
Depois da Independência, o Brasil se envolveu em uma, e felizmente apenas uma, guerra total em larga escala em seu território: a Guerra do Paraguai, quando as tropas brasileiras, argentinas e uruguaias derrotaram os exércitos paraguaios liderados pelo psicopata e ditadore Soláno Lopez, que queria uma saída para o mar, invadindo áreas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Missiones (Arg.) e Corrientes (Arg.) no meio do caminho.
Como em toda guerra, sempre há sofrimento para todos os envolvidos, e a população sempre paga pelos desmandos e aventuras dos governantes. Todavia, a derrota do inimigo brasileiro foi total, completa, definitiva, acachapante. O Brasil reduziu o ímpeto de um vizinho que vinha ameaçando militarmente províncias do Império desde 1820. Nunca mais o Paraguai ameaçou a integridade das nossas fronteiras e foi reduzido a um zero à esquerda militarmente, onde permanece até hoje. A aventura militar atabalhoada, megalomaníaca e criminosa de Solano Lopéz terminou de forma incontestável, cultural, militar ou economicamente.
Uma das relíquias históricas dessa guerra é um canhão paraguaio, o "El Cristino", moderno para a época e utilizado para matar muitos brasileiros durante a primeira fase da guerra, antes que o Brasil se reorganizasse sob Duque de Caxias e partisse com força total contra o inimigo paraguaio junto com a Argentina. Esse canhão foi, posteriormente, capturado como parte do butim (junto com obras de arte e outros bens, como em qualquer guerra da época) e se encontra no Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro, onde é uma das principais peças.
Em março deste ano, o governo paraguaio, em mais um ato de provocação e tentativa de roubar o Brasil como já fez no caso da "renegociação" do tratado de Itaipu, pediu a devolução do canhão para ajudar a aplacar "a honra ferida do povo paraguaio". Acintosa e arrogante, o governo brasileiro surpreendentemente aceitou a demanda. Lula aquiesceu pessoalmente com o pedido em abril deste ano, mas a questão aqui não é partidária, anti- ou pró-Lula, mas contra esse acovardamento brasileiro que permite a entrega de um dos nossos maiores troféus militares para um país que sente-se com sua “honra rouba” por única e exclusiva culpa de um ditador nativo que embarcou em uma aventura sem nexo e sentido a partir de 1846.
Nenhum país devolve relíquias de guerra. Até hoje a Rússia conserva insígnias nazistas, os EUA, artefatos japoneses e a Inglaterra, inúmeros itens de despojos de guerras vencidas contra a França napoleônica e outros adversários. E todos convivem em razoável paz hoje em dia, nem por isso vemos a Espanha pedindo retorno de itens da Batalha da Armada, ou algo que o valha. Esses artefatos são importantes pois fazem parte da história militar vitoriosa de um país (nenhum país conserva artefatos de suas derrotas, só os corpos dos seus mortos).
O Paraguai quer roubar o Brasil. Já o fez extorquindo o país no caso de Itaipu, obra construída com dinheiro, risco e financiamento 100% brasileiros em que os vizinhos só entraram com a água, já que nem mão-de-obra qualificada tinham na época da construção. Agora, quer levar um dos nossos troféus de guerra, que lembra o fato de que milhares de brasileiros morreram para evitar que partes de RS, SC, MT e MS fossem hoje território inimigo.
Agora, um longo processo judicial definirá se o canhão, a maior relíquia militar brasileira da guerra, será roubado pelo Paraguai com autorização do governo brasileiro ou não! Atentem bem: não se trata de devolver restos mortais de vítimas de guerra ou generais capturados, mas sim de um objeto que simboliza o sacrifício feito pelo Brasil para defender-se contra o país vizinho, medido em pelo menos 72 mil mortos em uma época em que a população brasileira não ultrapassava 10 milhões de habitantes, escravos inclusos.
Faça algo para evitar essa injustiça e esse crime contra a honra brasileira. Entre em um grupo no Facebook, no Orkut, informe-se junto à Câmara dos Deputados e ao Senado. Chega de fazer aplacando a inveja de vizinhos chatos como Paraguai e Bolívia com nosso patrimônio, financeiro ou histórico! Daqui a pouco o que virá? Entregar ao Peru e à Bolívia os parcos registros e relíquias da revolução acreana?
domingo, 4 de julho de 2010
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Guerras não são justas, são apenas necessárias. O caso da Guerra do Paraguai foi um caso típico. E a tendência coitadista no Brasil pintou o Brasil como um país tirânico que fez o impossível para matar civis sob jurisdição de um "salvador", sem saber das loucuras de Solano na Europa e outros detalhes sórdidos. Até mesmo o magistral livro Xadrez, Truco e Outras Guerras, de José Roberto Torero, tira um sarro disso.
ResponderExcluirE eu sempre lembro do Evo Moralez, outro ignorante histórico, dizendo que o Brasil comprou o Acre da Bolívia por um cavalo. E o comentário do Mainardi: "Exijo o cavalo de volta!"
Mas isso me faz pensar na frase de um general americano, quando inquerido sobre o "imperialismo" do Império Americano, sempre buscando novos territórios a explorar e oprimir, que disse, em linhas gerais: os EUA se meteram em inúmeras guerras desde sua Independência. O único território que pediram foram cemitérios para enterrar seus soldados mortos.
É... vamos nos vestir de branco e votar nos oprimidos contra a velha oligarquia, agora.
Bom, Lula não aquiesceu da pobreza paraguaia, apenas reviu justamente um contrato feito sob a égide da maracutaia que imperava nos governos militares que assolaram a AL nas décadas de 70 e 80. O mesmo digo sobre a questão boliviana do gás. A quem interessava os contratos feitos abaixo do preço internacional? Ao povo Brasileiro? Ao povo Boliviano? Ou às elites produtoras e aos mandatários bolivianos que fecharam tais contratos subvalorizados por alguns milhões de dólares em malas pretas? A diplomacia, em altos níveis, só sabe a falar a linguagem do 'green'.
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